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Artigo no site chileno Ecoceanos!

PASTORAL DE PESCADORES DE BRASIL Y ECOCEANOS ANALIZARON MEGAPROYECTOS DE ACUICULTURA INDUSTRIAL

– TERRITORIO E IDENTIDAD DE LA PESCA ARTESANAL: Comunidades costeras y de pescadores de pequeña escala del Brasil se reunieron en la Asamblea Anual del Conselho Pastoral do Pescadores para analizar los impactos de los megaproyectos de inversión acuícola industrial en el acceso y uso de las áreas costeras y sus recursos. Entre las grandes preocupaciones se encuentran los procesos de privatización pesquera y del litoral basado en el modelo implementado en Chile. La reunión contó con gran presencia de dirigentes locales, símbolo del valioso trabajo colaborativo de las comunidades eclesiales de base.

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Assembleia Nacional do CPP

Do dia 12 a 16 de Março, aconteceu no Recanto do Pescador em Olinda, a Assembleia Geral Anual do CPP, tendo como pauta: Estudo sobre Aquicultura, Impactos Ambientais na Experiência do Chile,  Avaliação das Atividades do ano de 2011 e planejamento/orientações e prioridades para 2012.

Aquicultura
A Assembléia aprofundou o estudo da aquicultura no Brasil, uma prioridade do Ministério da Pesca e da Aquicultura. O debate tinha como objetivo analisar se a aquicultura era de interesse dos pescadores artesanais do Brasil. Três palestrantes se sucederam e forneceram argumentos: Angelo Brás e Luiz Calado da Universidade Federal do Pernambuco e Juan Carlos Cardenas, diretor do centro Ecoceanos no Chile.

Os primeiros debateram as dificuldades de implantar a aquicultura (ex: projetos Beijupirá), pois ela necessita um bom nível de estruturação, um grande investimento de base, tecnicidade, rações alimentares e alevinos de boa qualidade. É, portanto uma atividade destinada a grupos e empresas, não é  dirigida para os pescadores artesanais. Ambos falaram das dificuldades atuais das universidades para produzir um saber adaptado as necessidades da pesca artesanal.
A segunda intervenção tratou de uma perspectiva ainda mais alarmante.

O salmão no Chile
Juan Carlos Cardenas falou da implantação das fazendas de salmão no Chile, a partir dos anos 1970 e que cresceu muito nos últimos anos para chegar a ser o segundo produtor mundial,  atrás apenas da Noruega. Hoje, mais de 90% da produção é exportada e grande parte destinada a Europa, Estados Unidos e Japão; os grandes mercados consumidores. O Brasil viu o consumo de salmão crescer e se torna hoje um cliente importante.

Essas produções de salmão em grande escala, financiadas por capitais estrangeiros (como a Noruega),  tem consequências desastrosas para as populações pesqueiras e para a saúde pública. Essa monocultura latifundiária de salmões utilizam os lugares de pesca tradicionais, os lagos, rios e impedem que os pescadores artesanais tenham um acesso garantido  a essas áreas.
Uma parte das populações acaba se tornando trabalhadores dessas empresas e sofrem um desrespeito muito grande dos direitos do trabalhador chileno.
Outro ponto negativo é a poluição dessas fazendas marinhas onde são aplicado antibióticos para proteger os peixes, mas que acabam na natureza, sem falar dos excrementos dos peixes que vem poluindo o fundo do mar e as regiões costeiras, matando as outras espécies de peixes ao redor.

Essas práticas foram possibilitadas graças a uma legislação flexiva frente aos problemas e aliada ao grande capital, é bom ressaltar que essas fazendas  são beneficiadas com incentivos fiscais para se estabelecer!

Essas duas experiências permitiram mostrar que a pesca artesanal deve olhar com cuidado a questão da aquicultura, para prevenir os problemas  enfrentados pelos pescadores chilenos e, sobretudo, se concentrar para melhorias de investimentos em favor da pesca artesanal brasileira.

A Campanha
Enfim, a assembleia teve a oportunidade de contar com membros do Movimento dos Pescadores e Pescadoras Artesanais que informaram sobre o andar da preparação da Campanha Nacional pela Regularização do Território das Comunidades Tradicionais Pesqueiras que será lançada nos dias   4, 5 e 6 de Junho em Brasília. O CPP apoia essa iniciativa de luta contra as ameaças cada vez mais presentes sobre os territórios pesqueiros, num movimento parecido o que acontece  c0m as terras de diversas populações tradicionais.

Para mais informações.

Veja algumas fotos da assembléia!

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